quinta-feira, 24 de abril de 2008

Influências do dólar no dia-a-dia dos brasileiros


Nos últimos meses o dólar tem fechado em baixa frente ao real. Desde o início de 2008, a moeda não ultrapassou a R$ 2,00 e neste mês a Bovespa chegou a negociá-lo por valor inferior a R$ 1,70. Embora a queda da moeda norte-americana seja um sinalizador de uma crise financeira nos Estados Unidos, ela indica também que o Brasil tem fortalecido sua economia e controlado a inflação.
A desvalorização do dólar é uma boa notícia para consumidores de produtos importados, principalmente aparelhos de informática portáteis, a parte da população que planeja viagens internacionais e intercâmbios e o próprio governo que utiliza esta baixa para conter a exagerada entrada investimentos em moedas estrangeiras além de controlar a alta dos juros. No entanto, para alguns economistas preocupados não apenas em um controle momentâneo da inflação, a queda do dólar pode gerar muitos prejuízos.
Para o economista Robson Muller, ao manter uma política de dólar baixo os lucros das exportações também diminuem, inibindo o escoamento da produção, afirmando ser este o único erro do governo ao permitir o recuo do dólar. “No entanto, controlando a inflação e a alta dos juros, aumenta o consumo interno pelos brasileiros”, defende o economista.
Mauricio Grabowski que faz consultoria técnica para montagens de laboratórios e estúdios para televisão, a baixa da moeda é a grande diferença entre poder ou não comprar equipamentos de ponta. “Agora ficou muito mais fácil investir em tecnologia estrangeira”, afirma.
Independente da taxa fixada, o dólar é ativo na economia e exerce grande participação na vida dos brasileiros. Bom mesmo é estar sempre atento às suas variações para minimizar os prejuízos e extrair o maior lucro possível, uma vez em que “dificilmente a hegemonia acabará”, como afirma a estudante de economia Adriana Stcher. “Será preciso uma grande crise, um grande choque para derrubar o dólar”, completa a estudante.

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